Google mantém Chrome, mas é obrigada a abrir dados e abandonar exclusividades, decide juiz norte-americano

Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira, 2 de Setembro, que a Google não será obrigada a vender o seu navegador Chrome, mas terá de implementar mudanças estruturais no mercado digital para corrigir práticas consideradas monopolistas, segundo noticiou a Euronews.

Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira, 2 de Setembro, que a Google não será obrigada a vender o seu navegador Chrome, mas terá de implementar mudanças estruturais no mercado digital para corrigir práticas consideradas monopolistas, segundo noticiou a Euronews.

O magistrado Amit Mehta rejeitou o pedido do Departamento de Justiça norte-americano que visava a cisão do Chrome, classificando a medida como “demasiado arriscada”. Contudo, determinou que a Google terá de partilhar parte dos seus dados de pesquisa com concorrentes e deixar de firmar contratos exclusivos que favoreçam os seus serviços, como o motor de busca, o Gemini AI, a Play Store e o Assistente Google.

A decisão surge após a empresa ter sido considerada monopolista no sector das pesquisas digitais, num momento em que a introdução da Inteligência Artificial (IA) altera o equilíbrio competitivo do mercado. Ao invés de desmembrar a companhia, o tribunal optou por impor medidas comportamentais, limitando práticas anticompetitivas e estimulando maior abertura a rivais.

O Departamento de Justiça saudou a sentença como “uma vitória para o povo americano”, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de exigir mais ajustes. Por seu turno, a Google afirmou que a decisão reconhece o carácter competitivo do sector e a transformação que a IA está a introduzir.

A repercussão no mercado foi imediata: as acções da Alphabet, empresa-mãe da Google, registaram uma valorização superior a 7% em bolsa.

Assim como a paz é condição essencial para o crescimento económico e social em África, a regulação do mercado digital nos Estados Unidos é vista como determinante para garantir concorrência leal, atrair investimento e consolidar a confiança dos utilizadores nas instituições tecnológicas.

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