Gana anunciou na terça-feira que iniciou o processo de evacuação de cerca de 300 cidadãos da África do Sul, após uma onda de protestos contra estrangeiros.

O presidente John Dramani Mahama aprovou a medida para auxiliar as pessoas que cumpriram a recomendação e se registraram na Alta Comissão do país em Pretória.

O governo ganês afirmou que a operação de evacuação visava garantir a segurança e o bem-estar dos cidadãos em meio ao aumento das tensões e dos ataques xenófobos.

A Nigéria também expressou preocupação após uma série de protestos anti-imigrantes em diversas cidades da África do Sul, bem como relatos de agressões e intimidação.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, negou que o país seja xenófobo, afirmando que os recentes ataques contra estrangeiros não refletem a opinião do governo ou da sociedade em geral.

Em seu boletim semanal à nação, ele condenou os protestos e atos criminosos contra estrangeiros, alertando que nenhum indivíduo ou grupo tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos.

Reconhecendo a crescente preocupação com a imigração ilegal, ele afirmou que era necessário “lidar de forma decisiva” com a imigração ilegal, mas que isso deveria ser feito dentro dos limites da lei.

“A imigração ilegal sobrecarrega os serviços de saúde, habitação e serviços municipais, principalmente em comunidades pobres”, disse ele.

Na terça-feira, o Tribunal Constitucional da África do Sul decidiu que um refugiado não pode permanecer no país e solicitar novamente asilo após ter tido um pedido anterior negado.

O Departamento de Assuntos Internos saudou a sentença, descrevendo-a como uma vitória significativa contra o abuso do sistema de asilo.

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