Jon Ossoff vence na Geórgia e reforça lugar entre as apostas democratas

O senador democrata foi reeleito pela Geórgia, estado onde Trump venceu em 2024. Aos 39 anos, é apontado como possível candidato à Casa Branca em 2028.
Jon Ossoff vence na Geórgia e reforça lugar entre as apostas democratas

O democrata Jon Ossoff foi reeleito para o Senado dos Estados Unidos pela Geórgia, nas eleições intercalares realizadas na terça-feira (3). Disputou o lugar com o republicano Mike Collins.

Ossoff era o único senador democrata em exercício a procurar a reeleição num estado onde Donald Trump venceu em 2024, o que dá maior peso político ao resultado.

Nome falado para 2028

Aos 39 anos, o senador é também apontado como um dos possíveis candidatos do Partido Democrata às presidenciais de 2028, segundo a colunista do g1 Sandra Cohen. É frequentemente comparado a Barack Obama no estilo e no carisma. Num comício realizado na quarta-feira anterior, o antigo presidente elogiou-o e destacou a influência de John Lewis, líder dos direitos civis, que descreveu como mentor de ambos.

Ossoff vive um momento de grande popularidade. Um comentário seu sobre a alegada ligação entre Trump e a assistente Natalie Harp tornou-se viral nas redes sociais. Por agora, afirma não ter interesse em concorrer à Casa Branca, mas uma sondagem recente indicou que venceria o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio num eventual confronto daqui a dois anos.

Campanha centrada em Trump

A campanha para o Senado concentrou-se em críticas ao Presidente norte-americano, nomeadamente pela forma como conduziu a guerra contra o Irão e lidou com os arquivos de Jeffrey Epstein. Num comício, Ossoff acusou Trump e a sua família de enriquecerem enquanto os cidadãos pagam mais por tudo, e criticou o aumento dos prémios de seguros e os cortes no Medicaid para reduzir impostos aos mais ricos.

Primeiro senador judeu da Geórgia e o mais jovem do Senado, Ossoff criticou Israel e votou contra a venda de armas ao país durante a guerra em Gaza, o que suscitou desconfiança em parte da comunidade judaica.

O senador atacou ainda o adversário, Mike Collins, pelas suas ligações à extrema-direita. O deputado foi alvo de uma investigação do Comité de Ética da Câmara dos Representantes e de denúncias de publicações antissemitas e supremacistas feitas pelo seu genro.

Com informação de G1 — Mundo.

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