A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o registo de seis infeções por hantavírus. As autoridades sanitárias encontram-se em estado de alerta, intensificando a vigilância epidemiológica e as campanhas de consciencialização para conter a propagação desta doença rara, mas potencialmente fatal.
O que sabemos sobre o surto:
- A Doença: O hantavírus é um vírus transmitido principalmente por roedores silvestres. Pode causar a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma doença respiratória grave.
- Transmissão: A infeção nos humanos ocorre, na maioria das vezes, através da inalação de partículas virais provenientes de urina, fezes ou saliva de roedores infetados, especialmente em espaços fechados ou mal ventilados.
- Sintomas: Os sinais iniciais incluem febre alta, dores musculares (frequentemente nas coxas, ancas e costas), fadiga e tonturas, progredindo rapidamente para dificuldades respiratórias severas.
Vigilância e Prevenção
Embora a transmissão de pessoa para pessoa seja extremamente rara, a letalidade do vírus obriga a uma resposta rápida. Equipas médicas e epidemiologistas estão no terreno a rastrear os contactos dos seis pacientes confirmados e a avaliar as condições de higiene nas áreas afetadas.
“A prevenção é a nossa principal e mais eficaz ferramenta neste momento, uma vez que não existe vacina ou tratamento antiviral específico para o hantavírus. A intervenção médica baseia-se no suporte intensivo à função respiratória dos pacientes”, sublinhou um porta-voz da OMS em comunicado.
Recomendações à população
As autoridades de saúde locais emitiram diretrizes rigorosas para a população minimizar os riscos de exposição:
- Ventilação: Arejar cabanas, celeiros, armazéns ou qualquer espaço fechado antes de entrar, especialmente em zonas rurais.
- Limpeza segura: Evitar varrer ou usar aspiradores em locais com suspeita de presença de roedores (para não levantar poeira contaminada). O uso de lixívia misturada com água e a limpeza com panos húmidos é o método recomendado.
- Bloqueio de acessos: Selar buracos e fendas nas habitações para impedir a entrada de ratos e ratazanas.
A OMS garantiu que continuará a trabalhar em estreita colaboração com os governos regionais para monitorizar a evolução destes casos e fornecer o apoio técnico e laboratorial necessário.
