O Irã alertou os países europeus nesta segunda-feira contra o envio de navios de guerra ao Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, argumentou que qualquer envolvimento europeu apenas aumentaria os preços da energia e criaria complicações adicionais em uma situação já delicada.
No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente a resposta do Irã à sua mais recente proposta de cessar-fogo, classificando-a como “totalmente inaceitável”. Segundo relatos, Teerã propôs uma suspensão inicial das hostilidades condicionada ao relaxamento das restrições marítimas, que seria seguida por um período de 30 dias de discussões nucleares.
Teerã teria rejeitado o desmantelamento total de sua infraestrutura nuclear, sugerindo, em vez disso, a diluição de parte de seu urânio altamente enriquecido e a transferência dos estoques restantes para um terceiro país. Também concordaram em suspender as atividades de enriquecimento, embora por um período muito mais curto do que o proposto por Washington.
No cerne de suas reivindicações, o Irã se manteve firme, exigindo a liberação de seus ativos congelados, o fim do bloqueio naval dos EUA aos seus portos e reparações pelos danos causados pelos ataques EUA-Israel, tudo o que consideraram “razoável”.
O Irã acrescentou que o Líbano, que tem sido alvo de intensos ataques israelenses, também deve ser incluído em qualquer acordo de cessar-fogo, considerando isso uma linha vermelha para o país.
