Moradores de grande parte do Reino Unido estão sendo alertados de que as altas temperaturas representarão um risco à vida nesta quarta-feira, devido a uma “cúpula de calor” sobre a Europa Ocidental, que trará condições extremas para o continente.
O alerta vermelho de saúde devido ao calor para grande parte do centro e sul da Inglaterra, bem como para o País de Gales, é apenas o segundo alerta desse tipo emitido pelas autoridades do Reino Unido. O primeiro foi em julho de 2022, quando as temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius (104 graus Fahrenheit).
As autoridades da França, Itália e Espanha também emitiram alertas sobre os riscos do calor extremo para dezenas de milhões de pessoas.
O Reino Unido se prepara para as temperaturas mais altas já registradas em junho, com o Met Office prevendo uma máxima de 38 graus no sul da Inglaterra. Na terça-feira, as temperaturas chegaram a 34,6 graus Celsius em Wisely, sudoeste de Londres.
“Os alertas vermelhos são reservados para os eventos mais severos e estamos prevendo impactos severos e significativos desta onda de calor, com prováveis consequências para a saúde de muitas pessoas, mesmo além daquelas que normalmente são mais vulneráveis ao calor”, disse Mark Sidaway, vice-chefe de previsão do tempo do Met Office do Reino Unido.
Algumas escolas na Inglaterra estão fechadas devido ao calor e muitos serviços ferroviários foram cancelados, com os passageiros sendo aconselhados a evitar viagens não essenciais em áreas cobertas pelo alerta vermelho.
A Network Rail, empresa que opera a rede ferroviária britânica, alertou para “perturbações significativas” na Inglaterra e no País de Gales, devido à imposição de restrições de velocidade para minimizar os riscos de problemas relacionados ao calor, como trilhos deformados e fios elétricos aéreos caídos.
A Eurostar informou que cancelou quatro trens programados entre Londres e Paris para quarta e quinta-feira “devido à previsão de condições climáticas adversas”.
A França registrou seu dia mais quente de todos os tempos na terça-feira, o que levou a Torre Eiffel e o Museu do Louvre a restringirem o horário de visitação, enquanto escolas e os horários de transporte foram alterados.
O recorde de 29,8 °C (85,6 °F) para o indicador térmico nacional da França — uma média de temperaturas medidas em 30 estações meteorológicas — foi apenas o mais recente de uma série de recordes nunca antes registrados no maior país da Europa .
O Ministério da Saúde da Itália emitiu alertas vermelhos para 16 cidades na quarta-feira, incluindo grandes centros como Roma, Milão, Florença e Turim. O alerta vermelho, denominado “bollino rosso”, sinaliza uma situação de emergência que pode afetar não apenas pessoas vulneráveis, mas também adultos saudáveis.
As temperaturas podem atingir máximas de 41°C (105°F) em Florença e 38°C (104°F) em Milão, enquanto Roma e Nápoles devem permanecer abaixo de 36°C (96,8°F).
O alerta de calor permanece em vigor no Reino Unido até quinta-feira, com temperaturas noturnas bem acima da média.
Está tão quente na sede tradicional da democracia britânica que, nesta quarta-feira, jornalistas homens que cobrem o Parlamento estão sendo autorizados a tirar seus paletós na galeria de imprensa da Câmara dos Comuns.
“Se você acha que já está quente, bem, ainda não vimos nada”, disse o meteorologista Alex Burkill, do Met Office, na manhã de quarta-feira.
