Nos termos de um protocolo de rendição, as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR) também teriam concordado em retornar ao Ruanda ou a um terceiro país que as aceitasse.
Eles também prometeram que os alvos dos tribunais serão levados à justiça. Em contrapartida, as FDLR estabeleceram condições de segurança para o confinamento dos detidos em um campo distante da zona de combate no leste da RDC.
O desarmamento dessas tropas é um passo fundamental para a implementação de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos entre o Congo e a vizinha Ruanda.
As FDLR, com base no Congo, incluem remanescentes do antigo exército de Ruanda e milícias responsáveis pelo genocídio de 1994.
Kigali exige há muito tempo que o Congo neutralize o grupo armado como condição para qualquer paz duradoura, acusando Kinshasa de lutar ao lado das FDLR.
O perigo que a região representa tem sido usado por Ruanda há anos para justificar suas intervenções na República Democrática do Congo.
Entretanto, o Congo acusou Kigali de apoiar o movimento rebelde M23, que controla grandes extensões de território no leste da RDC após um avanço relâmpago no ano passado.
Ruanda nega apoiar o grupo.
O ministro das Relações Exteriores de Kigali descreveu o protocolo como um “não-evento”, afirmando que ele não faz parte dos Acordos de Washington.
Ele afirmou que Kinshasa continua obrigada a desmantelar a milícia de acordo com o quadro de implementação acordado.
