Cinco candidatos confirmados para a corrida presidencial de São Tomé e Príncipe

A menos de um mês das eleições de 19 de julho de 2026, a corrida presidencial em São Tomé e Príncipe entra na reta final.

O Tribunal Constitucional validou, no dia 16 de junho, cinco das seis candidaturas: o Presidente em exercício Carlos Vila Nova, candidato a um segundo mandato; o ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus; o líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu; bem como os juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny.

Os principais favoritos são Carlos Vila Nova, que aposta numa mensagem de unidade apesar das divisões dentro da ADI; Jorge Bom Jesus, o principal candidato da oposição; e Nito D’Abreu, considerado uma alternativa viável.

A única candidatura rejeitada é a de Nino Monteiro, empresário, deputado e presidente da coligação MCI-PS/PUN, destituído por critérios relacionados com a sua origem familiar. O seu partido denuncia uma decisão que considera contrária ao artigo 15.º da Constituição, discriminatória e politicamente motivada, e anuncia um recurso para o Tribunal Constitucional em nome dos são-tomenses nascidos no arquipélago.

Segundo dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral (CEN), estão registados 142.298 eleitores, quase mais 19.000 do que em 2022. O eleitorado é composto por 121.771 eleitores em território nacional e 20.525 na diáspora.

A democracia parlamentar demorou muito a chegar a São Tomé e Príncipe, que foi governado durante 15 anos como um estado marxista de partido único pelo MLSTP, partido que se opôs ao regime português.

Após a aprovação, por mais de 95% dos eleitores em 1990, de um referendo constitucional para introduzir o sistema multipartidário e limitar o mandato presidencial a dois mandatos, foram realizadas eleições democráticas.

As autoridades civis resistiram às tentativas de golpe militar em 2003 e 2009

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