A saída de Flávio Bolsonaro da Argentina rumo aos Estados Unidos terá sido preparada através de uma operação organizada em território argentino, com participação de representantes norte-americanos e apoio de elementos do governo de Javier Milei. A informação foi avançada pelo jornal argentino Clarín e retomada pelo InfoMoney.
De acordo com a reportagem, agentes estrangeiros terão assumido temporariamente o controlo de parte do aeroporto de Puerto Iguazú, para viabilizar o embarque do senador brasileiro e dos seus familiares. O Clarín indica que a operação envolveu pelo menos quatro aeronaves privadas e foi coordenada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os aparelhos terão servido para oferecer rotas alternativas e dificultar a identificação daquele em que seguiria a família Bolsonaro.
Funcionários argentinos afastados
Segundo o jornal, elementos da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), da imigração e da alfândega da Argentina foram afastados de parte dos procedimentos ligados à partida. Isso terá permitido aos responsáveis pela operação organizar o embarque sem a intervenção habitual daqueles organismos. A reportagem refere ainda a presença, no aeroporto, de um antigo membro da agência antidrogas norte-americana DEA.
Envolvimento do governo de Milei
O Clarín aponta também o envolvimento de membros do executivo argentino. Segundo o periódico, Milei determinou que o seu assessor Santiago Caputo se deslocasse à província de Misiones, onde se situa Puerto Iguazú, para acompanhar os preparativos.
Todas estas informações foram atribuídas pelo Clarín a fontes não identificadas e não constam, na fonte consultada, confirmações oficiais por parte dos governos envolvidos.
Contexto no Brasil
O caso surge numa altura em que Flávio Bolsonaro, descrito como candidato derrotado, falou pela primeira vez a partir dos Estados Unidos e admitiu concorrer a eleições antes de 2030. Em paralelo, discutem-se no Brasil caminhos que poderão libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre os quais uma revisão criminal e a Lei da Dosimetria, ambas nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com informação de InfoMoney, G1 — Mundo.
