O Chade declara estado de emergência na região do Lago Chade após ataques do Boko Haram

O estado de emergência reflete a fragilidade de uma região vital para o Sahel, onde a luta contra o extremismo ganha um novo e perigoso capítulo que pode desestabilizar os países vizinhos.

O Chade declarou estado de emergência por 20 dias na região do Lago Chade, atingida pela violência, na quinta-feira, após uma onda de ataques mortais atribuídos ao grupo jihadista Boko Haram.

A decisão surge após pelo menos 26 militares, incluindo dois generais de alta patente, terem sido mortos em emboscadas esta semana, o que desencadeou luto em todo o país e a intensificação das operações militares.

O porta-voz do governo, Gassim Cherif, disse que as autoridades analisaram o agravamento da situação humanitária e de segurança na região, citando a retomada dos ataques do Boko Haram, o deslocamento de civis e as crescentes ameaças a pessoas e propriedades.

A mais recente onda de violência ocorreu após um ataque mortal à base militar de Barka Tolorom, às margens do Lago Chade, onde pelo menos 24 soldados chadianos foram mortos e vários outros ficaram feridos, segundo fontes militares.

Cherif também afirmou que o presidente Mahamat Idriss Deby agradeceu ao governo da Nigéria pelo apoio e coordenação nas operações antiterroristas em curso.

As ilhas remotas do Lago Chade, que fazem fronteira com Camarões, Chade, Nigéria e Níger, há muito servem como redutos para os combatentes do Boko Haram e do ISWAP, enquanto os ataques contra as forças regionais continuam a se intensificar.

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