Tribunal norte-americano condena Maduro e dirigentes chavistas a indemnizar cidadãos americanos em 275 milhões

Condenação resulta de ação por sequestro, tortura e terrorismo contra cidadãos norte-americanos e incide também sobre ministros do Interior e da Agricultura venezuelanos. Processo civil decorre paralelamente a acusações criminais de narcoterrorismo em Nova Iorque

rata Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos (2021-2025), que resultou na libertação do ex-ministro venezuelano e empresário colombiano Alex Saab, apontado nos Estados Unidos como “testa-de-ferro” de Maduro, e que entretanto voltou a ser detido, em maio passado, enfrentando, em Miami, também na Florida, acusações de branqueamento de capitais.

Os mais de 10 queixosos, incluindo pessoas sequestradas na Venezuela e dois menores, tinham apresentado a queixa em agosto de 2025, mas reativaram-na em janeiro passado com uma nova moção após a deposição e captura de Maduro, agora detido em Nova Iorque, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo.

A ação acusa os líderes do chavismo — movimento inspirado no antigo Presidente Hugo Chávez — de violarem a Lei Federal Antiterrorismo, a Lei Antiterrorismo da Florida e a Lei das Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado.

No acórdão, o juiz argumentou que Maduro “tem, historicamente, sequestrado e detido arbitrariamente cidadãos norte-americanos para os trocar pela libertação de criminosos venezuelanos detidos nos Estados Unidos” e considerou que o ex-governante “cometeu atos de terrorismo internacional”, sendo que o “sequestro, a tortura e a detenção arbitrária” de cidadãos norte-americanos “violaram as leis penais dos Estados Unidos e da Florida”.

Este recurso civil decorre paralelamente ao processo penal que Maduro enfrenta por tráfico de droga em Nova Iorque, onde também se encontra detida a sua mulher, Cilia Flores.

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