O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reuniu-se na sexta-feira com o primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, durante uma visita destinada a fortalecer a parceria estratégica entre os países e expandir a cooperação.
Os dois concordaram em fortalecer a colaboração no combate ao crime transnacional, aos cibercrimes e em outras áreas, afirmou a porta-voz do governo tailandês, Rachada Dhnadirek.
Ela disse que Anutin agradeceu à China pelo apoio contínuo à Tailândia, enquanto Wang parabenizou Anutin por se manter no cargo após a eleição e expressou confiança de que as relações entre Tailândia e China continuarão a melhorar.
Anutin cumprimentou Wang na Casa do Governo em Bangkok. Eles apertaram as mãos e posaram para fotos antes da reunião.
Segundo autoridades, Wang também conversou anteriormente com seu homólogo tailandês, Sihasak Phuangketkeow.
Wang chegou à Tailândia na quinta-feira para uma visita de três dias, após reuniões com ministros do governo no Camboja, com foco no fortalecimento dos laços políticos e de segurança entre os dois países.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, sua próxima visita a Myanmar está agendada.
A China é o maior parceiro comercial da Tailândia, e os dois países celebraram o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas no ano passado. O rei tailandês Maha Vajiralongkorn também realizou a primeira visita de um monarca reinante à China em novembro.
O investimento chinês na Tailândia acelerou nos últimos anos, principalmente porque muitas empresas chinesas transferiram a produção para o Sudeste Asiático para evitar as tarifas americanas.
Num movimento coordenado para limpar o panorama digital do Sudeste Asiático, o Ministro das Relações Exteriores da China e o Primeiro-Ministro da Tailândia concordaram em intensificar a colaboração policial e tecnológica. O foco principal é a eliminação das redes de fraude de telecomunicações que movimentam biliões de dólares anualmente.
BANGUECOQUE – A Tailândia tem sido, frequentemente, um ponto de trânsito ou base para operações de golpes cibernéticos que visam cidadãos chineses e internacionais. Durante o encontro oficial, ambos os líderes reconheceram que a sofisticação destes grupos — que utilizam desde inteligência artificial para deepfakes até engenharia social complexa — exige uma resposta que ultrapassa as fronteiras nacionais.
O Modus Operandi dos Grupos Criminosos
Estes centros de golpes operam frequentemente em zonas económicas especiais ou áreas fronteiriças com pouca fiscalização.
- Engenharia Social: Os criminosos utilizam roteiros elaborados para convencer as vítimas a investir em falsas plataformas de criptomoedas ou a pagar multas governamentais inexistentes.
- Infraestrutura Técnica: Utilizam hardware de rede avançado e VPNs para mascarar a localização real dos servidores, dificultando o rastreio por parte das autoridades locais.
