Kimi Antonelli é, desde o GP do México, o mais jovem campeão do mundo da história da Fórmula 1. Com apenas 20 anos, o italiano da Mercedes selou o primeiro título da carreira com quatro corridas de antecedência, depois de uma temporada em que soube impor-se ao companheiro de equipa, George Russell.
Uma temporada que começou atrás
O ano de 2026 não arrancou da melhor forma para Antonelli. Russell venceu a corrida inaugural, na Austrália, e o britânico passou a ser apontado como o principal candidato ao título dentro da Mercedes, equipa que, antes mesmo do início da época, já era dada como favorita pela imprensa e pelos pilotos.
A reviravolta começou no GP da China. Com Russell a ter problemas mecânicos na fase final da qualificação, Antonelli conquistou a pole position. Perdeu momentaneamente a liderança para Lewis Hamilton na partida, mas recuperou-a rapidamente e acabou por vencer, aos 19 anos, tornando-se o segundo vencedor mais novo de sempre na categoria.
Seguiu-se uma sequência de triunfos, incluindo duelos directos com Russell, como no Canadá. O italiano, que tinha sido regularmente superado pelo britânico em 2025, o ano de estreia, mostrou que não aceitaria um papel secundário e adaptou o seu estilo aos novos monolugares. Quando McLaren, Red Bull e Ferrari se aproximaram em competitividade, já tinha uma vantagem confortável na classificação.
Um título confirmado no México
Em Cidade do México, Antonelli precisava apenas de um nono lugar para ser campeão. A vitória acabou por ficar com Max Verstappen, da Red Bull, aproveitando a disputa interna da Ferrari entre Hamilton, que largara da pole, e Charles Leclerc. O título de Antonelli foi festejado no pódio ao lado de Verstappen e Hamilton, que somam 12 títulos mundiais entre os dois, pilotos que, segundo a análise do ge, mais o inspiram na actual grelha.
Segundo a mesma análise, a conquista tinha ficado praticamente encaminhada em Austin, e o piloto manteve a ambição de lutar pela vitória mesmo quando a necessidade de pontos era reduzida, como mostrou ao partir das últimas posições em Monza.
A referência a Ayrton Senna
Antonelli nunca escondeu a admiração por Ayrton Senna. Mantém o número 12 no carro para a próxima época, em vez do 1 a que teria direito como campeão. A última vez que o 12 foi campeão na Fórmula 1 foi em 1988, no primeiro título de Senna. O italiano, porém, não se sente confortável com comparações, por estar no início do percurso.
Há paralelos apontados na análise: tal como Senna em 1988, na McLaren, Antonelli venceu com o carro dominante da temporada e superou um colega de equipa mais experiente. Em 2026, a Mercedes foi a equipa dominante no âmbito do novo regulamento, a maior mudança de regras em 76 anos de campeonato.
Bortoleto volta a pontuar
No México, o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, terminou em oitavo lugar, igualando o melhor resultado da marca na categoria e quebrando um período sem pontuar desde Julho, na Bélgica. Fê-lo sem ter treinado na sexta-feira e no sábado, tendo partido da sétima linha da grelha. A próxima corrida é o GP de São Paulo, em Interlagos.
Com informação de ge — Globo Esporte.
