O ouro fechou em alta na segunda-feira, dia 2, e recuperou parte das perdas recentes, animado pelo optimismo em torno de uma eventual resolução da guerra no Médio Oriente. Os investidores acompanham também os sinais sobre a trajectória das taxas de juro da Reserva Federal norte-americana (Fed), à espera da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o chamado payroll, no final da semana.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova Iorque, o ouro para entrega em Dezembro subiu 1,81% e fixou-se em 3.969,60 dólares por onça-troy. A prata, para o mesmo mês, valorizou 3,27%, para 50,888 dólares por onça-troy.
Sinais de abertura de ambos os lados
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, mencionou um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os Estados Unidos, mas fez depender esse cenário das acções de Washington. Do lado norte-americano, o Presidente Donald Trump mostrou abertura para negociar, sem deixar em aberto uma possível conclusão, e voltou a afirmar que Teerão não pode ter armas nucleares.
O alívio das tensões geopolíticas pressionou em baixa os preços do petróleo e permitiu uma recuperação dos activos de risco, o que, segundo a análise da corretora Forex.com, "claramente também ajudou o metal precioso".
Juros continuam a pesar
A mesma corretora lembra, porém, que os investidores em metais preciosos continuam preocupados com a possibilidade de novas subidas das taxas de juro, um cenário desfavorável para estes activos. Com a perda do patamar dos 4.000 dólares na semana passada, a Forex.com considera que "o caminho de menor resistência para o ouro é de queda".
Quanto ao payroll de Outubro, o banco ING não espera que o relatório altere o cenário de aperto monetário pela Fed na reunião de Dezembro, "a menos que seja absolutamente desastroso".
Com informação de InfoMoney.
