Os Estados Unidos afirmam ter ajudado os países do Golfo Pérsico a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo através do estreito de Ormuz desde o verão. A informação foi divulgada pelo comando militar norte-americano para o Médio Oriente (CENTCOM), num comunicado publicado na rede social X.
Segundo o CENTCOM, mais de 3.000 navios comerciais atravessaram com sucesso o estreito, e 95% deles "puderam navegar com total segurança", contornando o bloqueio iraniano. O almirante Brad Cooper, do mesmo comando, escreveu que as principais rotas de navegação continuam livres de minas iranianas, graças aos "esforços notáveis" da presença norte-americana.
Uma via estratégica sob disputa
O Irão reivindica o controlo do estreito desde o final de fevereiro, quando começou a guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro, com ataques norte-americanos e israelitas a Teerão. Os ataques provocaram a morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei, e de altos oficiais militares.
Em resposta, o Irão atacou interesses norte-americanos na região e Israel, além de restringir o acesso a Ormuz. A República Islâmica exige agora que os navios obtenham autorização para atravessar o estreito, por onde passava, antes da guerra, um quinto das exportações mundiais de petróleo. Washington reagiu com um bloqueio aos portos iranianos, que prejudica as exportações de petróleo e o comércio do país.
Cessar-fogo falhado
Um acordo de cessar-fogo que pretendia pôr fim às hostilidades em meados de junho falhou, com ambos os lados a acusarem-se de violar os seus termos. Desde então, os Estados Unidos têm feito ataques esporádicos contra alvos iranianos, enquanto o Irão passou a atacar navios que tentam atravessar o estreito sem a sua autorização.
No mesmo contexto de aumento de incidentes marítimos, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que dois petroleiros sofreram explosões e incêndios depois de colidirem com minas em Ormuz, o que contrasta com a versão do CENTCOM sobre a segurança das rotas.
As fontes não referem consequências diretas para Angola ou outros países africanos.
Com informação de Notícias ao Minuto — Mundo.
