Putin diz que a De Beers quer cooperar com a Alrosa, apesar das sanções

Na III Cimeira Rússia-África, o Presidente russo afirmou que a De Beers procura aproximar-se da Alrosa, numa altura em que as sanções ao diamante russo pesam sobre o mercado global.
Putin diz que a De Beers quer cooperar com a Alrosa, apesar das sanções

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a multinacional De Beers, fundada na África do Sul e com sede em Londres, manifesta vontade de colaborar com a russa Alrosa, a maior mineradora de diamantes do mundo, embora as duas empresas sejam concorrentes. As declarações foram feitas durante a visita a uma exposição organizada no âmbito da III Cimeira Rússia-África.

Segundo Putin, as duas companhias são "quase iguais" e figuram entre as maiores produtoras mundiais. A De Beers é, nas suas palavras, "por um lado, o principal concorrente" da Alrosa e, por outro, "quer cada vez mais colaborar connosco". O chefe de Estado russo acrescentou que o Ocidente coloca obstáculos a essa aproximação, mas que a empresa tenta estabelecer contactos com a parte russa. Moscovo, garantiu, só pode saudar essa cooperação.

Sanções afetam também outros produtores

Putin indicou ainda que as sanções ocidentais aplicadas aos diamantes russos prejudicam igualmente grandes produtores do mercado internacional, em particular os da Índia.

A União Europeia proibiu, em janeiro de 2024, a compra e venda de diamantes russos, depois de os países do G7 terem criado um mecanismo para rastrear o percurso das pedras ao longo de toda a cadeia de produção mundial.

O impacto estende-se ao mercado global de diamantes, que atravessa um período de baixa. A Alrosa, que em 2025 extraiu 29,7 milhões de quilates, anunciou que em 2026 vai reduzir a produção para 26 milhões de quilates, até que o mercado recupere.

Ligação a Angola

A Alrosa foi parceira da empresa angolana Endiama na mina de Catoca, mas deixou Angola no ano passado, por causa das sanções internacionais impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia. A participação de 41% que detinha foi vendida à Taadeen, subsidiária do fundo soberano de Omã.

Com informação de Observador, Notícias ao Minuto — Mundo.

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