1.100 trabalhadores quenianos correm o risco de serem demitidos após a Meta rescindir o contrato com a Sama.

Após anos de críticas e processos judiciais, a Meta está encerrando um importante contrato com a empresa queniana de terceirização Sama. A medida resultará na perda de emprego de mais de 1.100 pessoas, afirmou a Sama em comunicado.

A gigante tecnológica americana contratou a Sama em 2019 para remover conteúdo prejudicial, violento ou odioso do Facebook na África Subsaariana.

Ambas as empresas foram alvo de críticas devido às más condições de trabalho e às demissões.

Em 2023, quase 200 moderadores demitidos pela Sama entraram com um processo por demissão injusta. Eles também alegaram que os trabalhadores no Quênia eram submetidos a condições desumanas, incluindo trabalho forçado e pagamento irregular.

Outra queixa foi apresentada em 2022 por um ex-funcionário sul-africano da Sama.

Os trabalhadores afirmam que a exposição a um fluxo interminável de imagens violentas prejudicou sua saúde mental. Eles também pediram indenização pelos salários que consideram inadequados, dados os riscos aos quais foram expostos.

Sama negou as alegações de más condições de trabalho, afirmando que os funcionários recebem um salário digno e todos os benefícios, além de aconselhamento profissional.

Em comunicado, a Meta afirmou que estava rescindindo o contrato porque a Sama não atendia aos seus padrões. A empresa disse que seu trabalho agora envolveria Inteligência Artificial e Modelos de Aprendizado de Máquina.

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