Midterms nos EUA: democratas favoritos numa votação de 11,6 mil milhões de dólares

Cerca de 250 milhões de americanos são chamados às urnas a 3 de Novembro. Sondagens dão vantagem aos democratas, num ciclo eleitoral que deverá bater recordes de gastos em publicidade.
Midterms nos EUA: democratas favoritos numa votação de 11,6 mil milhões de dólares

Os Estados Unidos realizam a 3 de Novembro as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, para as quais são esperados cerca de 250 milhões de eleitores. Em jogo está a composição do Congresso, numa votação que funciona, por tradição, como um referendo ao desempenho do Presidente em exercício e que costuma penalizar o partido que ocupa a Casa Branca.

O que está em disputa

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes são renovadas, já que os mandatos são de dois anos. Em 2024, os republicanos reforçaram a maioria nesta câmara em cinco lugares, pelo que os democratas precisam de conquistar apenas alguns dos distritos hoje nas mãos do partido de Donald Trump para recuperar o controlo.

No Senado, onde os mandatos são de seis anos e cerca de um terço dos lugares é renovado de dois em dois anos, vão a votos 35 das 100 vagas. Os republicanos dispõem actualmente de 53 senadores e os democratas precisam de ganhar quatro lugares para assumir a maioria. Os eleitos tomam posse a 3 de Janeiro.

Além do Congresso, estão em disputa 36 governos estaduais e serão realizados 145 referendos estaduais, sobre matérias que vão do direito ao aborto à reforma do imposto sobre o rendimento.

Histórico e sondagens

O historial recente confirma a tendência. Em 2018, no primeiro mandato de Trump, os republicanos perderam 41 cadeiras na Câmara. Em 2022, já com Joe Biden na presidência, os democratas perderam nove.

Desta vez, uma sondagem recente do Siena College para o jornal The New York Times coloca os candidatos democratas 11 pontos percentuais à frente dos republicanos a nível nacional, entre os eleitores registados. No mesmo estudo, apenas 21% dos inquiridos classificaram a situação económica do país como “boa” ou “excelente”, enquanto para 53% é “medíocre”.

A avaliação do Presidente também é desfavorável: segundo a média de sondagens compilada pelo especialista Nate Silver, 37% dos americanos têm uma opinião positiva da governação de Trump e mais de 60% avaliam-na negativamente.

Uma semana antes da votação, o site Decision Desk HQ estimava em 79% a probabilidade de os democratas recuperarem a maioria na Câmara dos Representantes e em 57% a de conquistarem o Senado.

Gastos recorde

O dinheiro continua a ser um factor central nas campanhas. Segundo a agência AdImpact, partidos e candidatos deverão gastar cerca de 11,6 mil milhões de dólares em publicidade em 2026. O valor ultrapassa os 8,9 mil milhões registados nas midterms de 2022 e fica também acima do total gasto em 2024, ano de eleições presidenciais.

Com informação de G1 — Mundo.

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